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Coluna mensal de Rodrigo Andolfato no Jornal Folha da Região

Como salvar 2016

Temos acompanhado desde o ano passado notícias alarmantes sobre o desemprego no Brasil. Dados divulgados neste mês de janeiro pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) indicam que a taxa de desemprego no país foi de 9% entre agosto e outubro do ano passado. Esse índice é o pior do registro histórico que é feito pelo IBGE desde 2012 e tem preocupado especialistas no mercado. Preocupação ainda maior é a da revisão do cenário econômico: os otimistas acreditam que sairemos da crise apenas em 2018. Os otimistas...  
 
Encontrar alternativas para “salvar 2016” é um desafio para todos os empreendedores, empregadores e também empregados. O cenário pode não parecer o mais favorável, de fato não é, mas não é possível cruzar os braços e esperar a poeira baixar. É preciso se reinventar, mostrar diferenciais e sobressair, para driblar os desafios que se apresentam nesta e nas próximas temporadas. Também é aconselhável promover uma introspecção, com a consciência de que os pontos fortes e fracos precisam ser revistos.  
 
Nesse momento, não há como trabalhar com 50% de entusiasmo, com parte de sua performance ou dedicação. É hora de concentrar todas as forças e know-how na busca da estabilidade, da manutenção do negócio, de uma receita saudável. Isso já será um grande resultado para 2016 – segundo as temíveis previsões amplamente divulgadas.
 
Num panorama nebuloso como este, algumas orientações e cuidados devem ser considerados. Atuar com competitividade, por exemplo, é algo a ser incorporado nas estratégias do dia a dia. Afinal, observar a concorrência é parte da tarefa diária, deve ser uma atividade constante.
 
A competitividade está relacionada a um objetivo comum entre duas ou mais partes (grupos, empresas); e também à busca por igualar ou superar os resultados alcançados pelo concorrente. É entrar no jogo sabendo das suas possibilidades, apostando nas suas fichas, apresentando destaque e diferenciais em suas ações.
 
Contudo, para competir, antes de tudo, é necessário conhecer o campo, as regras do mercado, estudar os jogadores – tanto os concorrentes quanto aqueles que estão no time. Nenhum projeto pode dar certo se o responsável por executá-lo não tiver conhecimento do seu real potencial, suas potencialidades e os seus limites.
 
Vale destacar que essa atitude não deve ser apenas do gestor da empresa, mas de todas as partes envolvidas no processo, no negócio. É construir, assim, uma cultura, uma atmosfera, favorável ao projeto, ao empreendimento.
 
Torna-se imprescindível manter, e reconhecer, os colaboradores eficientes, aqueles que se comprometem com os objetivos e diretrizes da empresa. Cabe ao empregador valorizar seus parceiros de trabalho. Assim como é importante que o funcionário entenda que é parte fundamental do desenvolvimento da empresa na qual atua. Essa relação é baseada numa contrapartida, na qual o empresário entende que a sua equipe é parte do seu sucesso, e o trabalhador encara a missão de incentivar o crescimento da empresa para qual trabalha.
 
Conscientes disso, toda empresa (os gestores e colaboradores) não pode esquecer ou menosprezar o compromisso de atender e satisfazer as necessidades e anseios dos seus consumidores, dos seus clientes. É importante alcançar as expectativas desse público, e também apresentar soluções e alternativas que possam interferir positivamente na vida dos consumidores.  
 
Muitas vezes, um bom atendimento, a maneira como o cliente é recebido em uma empresa, é determinante para a efetivação de uma relação/transação comercial. Cria-se com isso, inclusive, a fidelização - algo que nos dias atuais deve ser um dos principais objetivos da estratégia empresarial.
 
Fazer a tarefa de casa, definir uma programação assertiva para este ano, é um bom negócio para todos os segmentos. Paralelamente, os colaboradores também devem refletir sobre sua atuação e o impacto de seu posicionamento para o progresso da empresa na qual trabalha.
 
Alguns direcionamentos decididos agora, no início do ano, irão determinar se estaremos entre as notícias positivas (ou as negativas) do final de 2016. De acordo com os especialistas de mercado, neste ano algumas empresas serão fechadas, muitos perderão seus empregos. É preciso estar atento e trabalhar efetivamente para não endossar tais previsões.

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